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sábado, 31 de agosto de 2013

The Color Run Goiânia 2013


Uma corrida onde todos são vencedores!


Resumo: Dois recordes alarmantes: 1) o Brasil ultrapassou 200 milhões de habitantes; 2) 51% desta população tem excesso de peso. Esse é o maior trunfo desta corrida: por meio do lúdico, levar as pessoas para as ruas, seja para correr ou simplesmente andar, em última instância MOVIMENTAR e se DIVERTIR. Vejam como foi a THE COLOR RUN GOIANIA 2013!


                Você já se imaginou em uma corrida onde não há vencedores e nem tampouco marcas oficiais? Assim é a “The Color Run”, um circuito de corrida considerado como os 5 km mais animados do mundo! 

    É uma corrida onde milhares de participantes são literalmente pintados, a cada quilômetro. O circuito, inaugurado nos Estados Unidos, se tornou um grande sucesso desde a sua primeira edição, em 2012, ao reunir mais de 600.000 participantes em 50 eventos.

Em 2013 serão realizados mais de 100, em todo o mundo. Goiânia foi uma das cidades escolhidas! A corrida foi realizada neste último dia 25.08.2013 com a largada e chegada, na Praça Cívica.
Imagem 1. The Color Run Goiânia 2013.



Companheiros de Corrida foi lá conferir, apenas como observador! O ambiente e o clima no local eram típicos de mais uma corrida de rua tradicional, com pórticos de largada e chegada, guarda-volumes, camisetas da prova, números de peito, serviço de som, tendas de academias e assessorias de corrida, percurso balizado e demarcado, postos de hidratação, grande número de staffs, largada em ondas, entre outros aspectos.
Veja o vídeo do evento:
 
 

Entretanto, assim que nos familiarizamos com o ambiente fomos percebendo a falta de outros itens, isto é, não havia troféus, medalhas, premiação, chips de cronometragem e, por isso, nem tapetes ou relógios de marcação de tempo na largada e chegada.

O público diferenciado foi percebido logo na chegada. Não se viu as “figuras carimbadas” que se vê nas corridas. Os participantes tinham biótipos completamente diferentes. Encontramos participantes de todas as idades, de bebês até idosos, famílias, casais, amigos, etc., além de muitos jovens. Alguns, visivelmente sedentários.

O estranhamento com o evento aumentou quando nos posicionamos para assistir a largada. Percebemos que muitos participantes se alinharam, mas a grande maioria ficou do lado de fora do funil. Era o prenúncio de que a largada seria em ondas.
 
 
Imagem 2. preparação para a largada.

Imagem 3. Preparação para uma das largadas.
 

Um narrador tratou de agitar a galera perfilada, com muita música e distribuindo camisetas e kits com o “pó colorido”, que nada mais é do que amido de milho, inerte e sem nenhum efeito nocivo à saúde. A surpresa mesmo veio quando soou a buzina. Esperávamos que fosse um atropelo só. Entretanto, salvo alguns mais apressados, a maioria mesmo saiu andando, quase uma procissão.

Acompanhamos o “cortejo” por um bom trecho. A cada quilômetro foram posicionadas estruturas e staffs, prontos para “pintar” todo aquele que passasse no meio de um funil, onde havia sacos repletos daquele pó colorido. A cada quilômetro uma cor diferente. Houve participante que chegou a parar para receber uma carga maior de cor. Outros retornavam e passavam novamente pelo funil. A cada quilômetro, pausas e mais pausas para fotografias ou filmagens.

A chegada pode não ter sido tão emocionante ou disputada, como normalmente são as corridas tradicionais. Entretanto, uma coisa é verdade: todos chegavam de forma ordeira, pacífica e com um grande sorriso no rosto. E dá-lhe mais fotos! Após a chegada, os participantes foram recepcionados por um animado DJ. Um claro sinal de que a festa estava só começando! Sem dúvida, este foi um pós-corrida bem animado.
 
Imagem 4. Chegada.
 

O lado lúdico da atividade foi realmente o que chamou a atenção. Lá dentro não importava que tipo de participante você fosse: do mais rápido ao mais lento, do mais jovem ao mais idoso. O único código de conduta era largar usando camiseta branca e chegar completamente colorido.

Aí talvez, esteja o maior trunfo desta corrida: por meio do lúdico, isto é, pela profusão de cores, fazer com que as pessoas com diferentes perfis se movimentem, trazendo-os para as ruas, seja para correr ou simplesmente andar, em última instância MOVIMENTAR e se DIVERTIR.

Isso é MUITO IMPORTANTE, especialmente neste exato momento em que o Brasil acabou de conquistar dois recordes alarmantes: o primeiro, a população brasileira ultrapassou o patamar de 200 milhões de habitantes, pela estimativa divulgada em 29.08.2013 pelo IBGE. O número de pessoas vivendo no país chegou a 201.032.714 até a data base de 1 de julho deste ano.

O segundo foi que no Brasil, 51% da população tem excesso de peso, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A pesquisa ainda apontou que 17,4% dos brasileiros são obesos. Era 15,8% no ano passado, e 11,4% em 2006. Entre os homens (54,5%), a prevalência de excesso de peso é maior do que nas mulheres (48,1%).

É claro que uma participação única em um evento como esse está longe de solucionar o problema, mas já é um bom começo!

Assim, seja para correr ou simplesmente para caminhar, o maior mérito da “The Color Run” está em conseguir tirar as pessoas do sofá e fazê-las se MOVIMENTAR. Com diversão, é melhor ainda!

 Fontes de Apoio:




 

 

sábado, 3 de agosto de 2013

7 km Esporte Clube Rio Verde


7 km Esporte Clube Rio Verde

                 Será realizada na cidade de Rio Verde-GO, no dia 25 de agosto de 2013, a corrida “7 km Rio Verde”. O evento, lançado oficialmente nesta quarta-feira, dia 31, faz parte das comemorações do cinquentenário do Esporte Clube Rio Verde e, também, dos 167 anos do município.
Imagem 1. Cartaz da 7 km Rio Verde

                O evento vem sendo aguardado pelos atletas locais, pois, desde 2009 não era realizado algo parecido. A prova, que contará com a supervisão da Federação Goiana de Atletismo, também terá o apoio logístico da Agencia Municipal de Transito, Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra e Prefeitura Municipal

                Além dos troféus, serão distribuídos mais de R$ 10.000,00 em prêmios. Serão R$ 3.000,00 para os 5 primeiros colocados no masculino e feminino. Haverá premiação para atletas PNEs e por faixa etária, distribuída em sete categorias: até 16 anos; 17 a 19 anos; 20 a 29 anos; 30 a 39 anos; 40 a 49 anos; 50 a 59, anos e 60 anos acima.
Imagem 2. Percurso da 7 km Rio Verde

                Companheiros de Corrida esteve em Rio Verde e avaliou a prova. Confira no vídeo abaixo os detalhes do percurso:
 Vídeo 1. Percurso da " 7km Esporte Clube Rio verde"

                A largada e chegada no Estádio Mozart Veloso do Carmo, passando pelas avenidas Pedro Ludovico Teixeira (também chamada de Brasília), Presidente Vargas, Jerônimo Martins e Alameda Barrinha.largada está prevista para às 08h30min em frente ao Estádio Mozart Veloso do Carmo. O percurso, que passará pelas Avenidas Pedro Ludovico Teixeira, Presidente Vargas, Jerônimo Martins e Alameda Barrinha, é marcado por grandes retas, subidas e descidas, sendo bastante técnico e exigente.
Imagem 3.Estádio Mozart Veloso do Carmo

                A taxa de inscrição é de R$ 50,00. Os atletas terão direito a uma camiseta e medalha de participação. Como incentivo à prática do esporte, os menores de 16 anos não pagarão.

                Os interessados deverão procurar a sede administrativa do Esporte Clube Rio Verde ou entrar em contato pelo telefone (064)3621-1777 ou via email em ecrioverde@brturbo.com.br.

                Não percam essa oportunidade!

É um percurso bastante interessante, intercalando grandes retas, com subidas e descidas, o que vai exigir dos competidores uma boa estratégia na luta pelas primeiras colocações",

34ª Edição da Minimaratona 31 de Julho ( 5 e 10,5 Km)


34ª Edição da Minimaratona 31 de Julho ( 5 e 10,5 Km)

 
                A “Minimaratona 31 de Julho” pode ser considerada uma das mais tradicionais corridas de rua do Estado de Goiás. Tanto é verdade que a prova já está em sua 34ª Edição. O evento é uma das principais competições esportivas do atletismo goiano e tem como objetivo principal comemorar o aniversário de Anápolis, que em 2013 completa 106 anos.

Imagem 1. Atletas goianos e brasilienses após a prova (Joeilton, Nilo, Kalango, Fernando, Alessandra e Judite).

                A corrida, que foi realizada no dia 28 de julho, último domingo, foi organizada pela prefeitura local, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e contou ainda com o suporte técnico da Velox Sports.

                Mil atletas inscritos! Esse, pelo menos, foi o número anunciado em frente ao Ginásio Internacional Newton de Faria às 08h30min daquele domingo, tanto durante, quanto após a prova.  Em se tratando de atletas inscritos, um número recorde.

                Oficialmente, os números apresentados totalizaram apenas 554 concluintes. Portanto, outra realidade nas três subcategorias disputadas: a de 5 km reuniu 271 atletas (172 homens e 99 mulheres). Na de 10,5 km foram 185 atletas, sendo 157 homens e 28 mulheres. Já na subcategoria Mirim foram 98 atletas (64 homens e 34 mulheres). Vejam abaixo o vídeo da largada:
 

Vídeo 1. Largada e outros detalhes da prova  

                O número oficial de concluintes bem que poderia ter sido maior. O fato é que, o evento, tradicionalmente é GRATUITO. Com isso, muitos atletas se inscrevem, mas, no dia da prova, surgem outros compromissos e, poucos comparecem.

                Uma pena, pois corrida gratuita hoje em dia é algo RARO. Deveríamos ser mais cuidadosos e conscientes antes de nos inscrever em provas com esse perfil. Quem deixou de comparecer perdeu, pois além de um percurso muito bem demarcado, com segurança e hidratação adequada, ainda foi distribuído um excelente kit de participação, que muitas corridas caras não apresentam. O mesmo pode ser conferido na imagem abaixo.
 

Imagem 2. Kit da prova
 

                De qualquer forma, a competição foi um sucesso e muito disputada, pois reuniu os melhores atletas do Centro-Oeste, especialmente de Anápolis, Goiânia e Brasília. Compareceram também corredores das cidades de Trindade, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Jataí, Cachoeira Alta, Ceres, Niquelândia, Aliança (TO), Guarulhos (SP) e Uberlândia (MG). Entre os destaques estavam Sueli Pereira Silva, de Jataí, campeã feminina nos 10 km e David Andrade Mesquita, de Goiânia, convocado para o Pan-americano de atletismo.

                Além da organização e gratuidade do evento, houve outro aspecto que atraiu os atletas mais competitivos: uma robusta premiação. Os três primeiros classificados na categoria principal (masculino e feminino) receberam prêmios que variaram entre R$ 600,00 a R$1.000,00. A prova também reconheceu os atletas por faixa etária com prêmios variando de R$ 60,00 a R$ 100,00. A organização ainda reconheceu os três melhores corredores anapolinos com valores de até R$ 200,00. Portanto, incentivo não faltou!

                A prova é reconhecida pelo seu rigor técnico. Foi necessário muito preparo de todos os atletas. Na opinião deles dois aspectos pesaram: o horário da largada, às 08h30min, portanto com a temperatura um pouco mais elevada, além do percurso notadamente exigente. Nos 10 quilômetros, a primeira metade da prova foi em subida. A compensação veio na segunda metade, realizada em descida.


Imagem 3. Uma prova com altimetria exigente
 

                Vejam abaixo como ficou a classificação Geral nos 5 e 10,5 km:
 

DISTÂNCIA
MASCULINO
TEMPO
FEMININO
TEMPO
5 Km
Lucas Paranayba Silva
14:50
Janivan L Silva
18:48
Carlindo S Franca
15:06
Juliana P Silva
18:58
Jurandir Luis Santos
15:07
Luci B Jeronimo
19:22
10,5 km
Flavio H Guimaraes
32:42
Sueli P Silva
37:59
David A Mesquita
33:06
Rosilene A Oliveira
39:13
Raimundo N Sousa
33:20
Rosangela G Moraes
41:14

 

                Parabenizamos todos participantes, especialmente os corredores de Brasília, que levaram para o Distrito Federal a maior parte da premiação disputada.

                Um grande abraço a todos!

                Boas corridas!  

 Fonte de Apoio:



 

domingo, 28 de julho de 2013

10ª Volta do Lago de Brasília



Um é pouco, dois também, três é...


                Recentemente, participamos da 10ª Volta do Lago 2013, uma corrida de revezamento realizada no mês de junho em Brasília. Passada a euforia e o calor das emoções, amadurecemos os pensamentos para compartilhar com vocês como foi essa experiência. 


Imagem 1. Logo da prova.

                O revezamento já é uma modalidade comum no mercado de corridas. Trata-se de uma atividade repleta de desafios e benefícios para quem corre, ao fortalecer a integração entre os participantes, e também, para quem organiza, ao estimular a entrada de novos praticantes neste mercado.
              A modalidade é reconhecida por exercer sobre os atletas um forte e positivo efeito psicológico, que atua como “fatores exógenos”.  Por exemplo, o clima de festa e de confraternização, combinados com comprometimento, espírito de equipe, entre outros, podem produzir resultados melhores do que os obtidos individualmente.
             A “Maratona Pão de Açúcar de Revezamento”, é uma das pioneiras neste segmento. Nas distâncias de 21 e 42 km, o revezamento é um forte estímulo para que os iniciantes experimentem uma distância maior, além de ser uma porta de entrada convidativa para quem está apenas começando.
                Atualmente, a tendência está em apostar nas ultradistâncias, que possibilita cada atleta percorrer trechos diferentes de um longo percurso. Em desafios como esses, vale destacar que o revezamento pode não ser tão simples assim, pois dependendo da formatação da prova, pode ser necessário que o atleta apresente a resistência de um maratonista.
                Está é a tônica presente em dois eventos famosos do Brasil: a “Volta à Ilha” de Florianópolis e a “Nike 600 k”, que liga São Paulo ao Rio. São dois bons exemplos de ultramaratona disputada na forma de revezamento.
                Outras corridas com formatos parecidos também vêm caindo no gosto dos corredores de outros estados. No Centro-oeste, temos a “Volta do Lago” em Brasília, com percurso de 100 km e, agora, se fala também no “Desafio Goiânia – Brasília”, com percurso aproximado de 200 km.
                A “Volta do Lago” foi inspirada na “Volta à Ilha” e já está na 10ª edição. A prova possui características que permite reunir atletas de diferentes níveis, dos mais experientes até os novatos, uma vez que pode ser realizada individualmente (100 e 60 km) ou em equipes de 2, 4, 6 e 8 corredores, em diferentes categorias.
                Ao todo, são distribuídos 14 trechos entre 3 a 11 km, com altimetria variável e que mesclam percursos de asfalto e circuitos cross-country, ambos com subidas e descidas. Portanto, trata-se de uma prova que possui desafios para todos os gostos.

                Detalhes técnicos e maiores informações sobre essa prova podem ser obtidos nos links abaixo:



                        
                Em 2012 formamos um quarteto com atletas experientes, mas que ainda não haviam enfrentado essa prova. Por motivos de agenda pessoal, não pudemos repetir a experiência com o mesmo grupo. Assim, em 2013 voltamos a enfrentar o desafio com um novo quarteto masculino, formado pelos atletas Edimilson (o capitão), Donizette, Hugo e Nilo, o que vos relata. 


Imagem 2. Chegada dos atletas Donizette, Nilo, Hugo e Edimilson (da esquerda para a direita)

                Foi um novo aprendizado, em várias dimensões. Não é objetivo aqui pormenorizar tudo o que vimos ou aprendemos em cada um dos trechos percorridos, mas compartilharemos a seguir, o que consideramos ser mais importante. Vejam a seguir um vídeo com o resumo de como foi nossa participação.


Vídeo 1. 10a Volta do Lago de Brasilía


                Nosso primeiro desafio foi definir em qual modalidade inscrever: dupla, trio, quarteto, sexteto ou octeto? Sabemos que, quanto maior o número de integrantes, maiores são as chances de dificuldades. Optamos pelo quarteto. Definida a equipe e o líder, passamos a trabalhar a prova em si. Montar uma estratégia a partir da formação da equipe foi o nosso segundo desafio.
                Como o percurso não é igual para todos, foi necessário trabalhar os pontos fortes e fracos de cada atleta para alocá-los em cada trecho a ser percorrido. Também, tivemos que considerar outros fatores como a logística de carro, a alimentação, a hidratação, entre outros.  Da experiência anterior, sabíamos que poderia haver problemas em todos esses quesitos. Cada um deles precisaria ser bem administrado.
                Portanto, para nós, os desafios começam muito antes da largada. Mesmo estando com tudo planejado, em uma corrida de 100 km, com mais de 7 horas de duração, correr é apenas um detalhe, pois muita coisa pode acontecer, como de fato aconteceu.
                Por exemplo, no calor da prova, de nada adianta a equipe possuir um atleta mais rápido, se ele não estiver no seu melhor dia. Da mesma forma, de nada adianta ter a melhor equipe se não houver respeito, boa vontade e tolerância entre os atletas.
                Em 2013, apesar de estarmos com um bom planejamento em mãos, por fatores inesperados, como o fato de ter um atleta que se lesionou logo no início da prova, tivemos que rever toda a nossa estratégia de revezamento em função de intercorrências. Apesar disso, lutamos bravamente e cada um pode oferecer o melhor de si para superar os desafios.
                É preciso estar preparado para tudo ou, quase tudo! Os resultados alcançados por nossa equipe e os principais destaques de nossa participação podem verificados na tabela disponibilizada abaixo e também no vídeo que acompanha esta publicação.
                A seguir, encontra-se em destaque o que gostamos e o que não gostamos da prova.

O que gostamos?

                Uma das características positivas da prova é o verdadeiro clima de festa. Apesar de todos os atletas estarem buscando o seu melhor, para alcançarem uma boa colocação, eles não deixam de serem cordiais uns com os outros.
                Conforme destacado anteriormente, as dificuldades na prova aumentam na mesma proporção do número de participantes. Por isso o trocadilho no título dessa matéria: um é ruim, dois também, três é ...
                Quando a participação ocorre em duplas ou trios o regulamento oferece uma boa margem de flexibilidade para os atletas cumprirem os seus trechos, o que não ocorre quando se muda para uma modalidades como o quarteto, onde os atletas não podem correr dois trechos simultaneamente.  Há um revezamento forçado, o que não ocorre na modalidade trio.
                Em 2013, a organização trouxe como novidade a adoção de um GPS para os quartetos, o que consideramos um ponto positivo, pois se evitou “desvios” de atletas pelo caminho, apesar deles terem que gastar um tempo maior a cada transição realizada por causa do GPS. 


Imagem 3. Dificuldade de uso e transporte do GPS cedido pela organização.


                De qualquer forma foi positivo, pois se conseguiu apresentar o tempo das equipes trecho a trecho. Aqueles que não tinham GPS pessoal puderam, ao menos, saber qual foi sua real participação. Outra contribuição foi ter retirado da equipe a preocupação com a cronometragem.


 O que poderia ser melhorado?


                Iniciamos pela confecção, em baixa escala, de camisetas de tamanho médio. Os atletas de outros Estados, quando foram retirar os seus kits encontraram somente o tamanho “G”. No ano passado também houve problemas com a confecção de camisetas de baixa qualidade e fora do padrão. 


Imagem 4. Por falta de camisetas masculinas no tamanho médio (M), alguns atletas optaram pelas femininas.

                É necessário que a organização faça um trabalho de acompanhamento e conscientização de apoiadores ciclistas que acompanham os corredores, pois eles atrapalham muitos atletas, tanto na rodovia, ao impedirem e dificultarem a ultrapassagem sobre os mais lentos, quanto nos trechos cross-country, que possuem obstáculos naturais e improvisados para serem transpostos. Por exemplo, no Trecho 11, após o Pontão do Lago Sul, os atletas precisavam passar por debaixo da Ponte Costa e Silva, em uma escada improvisada, que permitia a passagem somente de uma pessoa. Ao chegarem lá, havia ciclistas descendo, carregando suas bikes e atrapalhando os corredores. Um dos integrantes de nossa equipe foi surpreendido e atrapalhado. Ele chegou a cair na beira do lago.



Imagem 5. Ciclistas: uma questão a parte.

Imagem 6. Ciclistas: uma questão a parte.

                Também é necessário que a organização seja mais severa com as equipes cujos veículos de apoio atrapalham a transição, tanto nos pontos de integração, quanto na área destinada a passagem dos atletas. Em alguns casos, eles quase atropelam os atletas, bem na frente dos staffs, que não fazem nada, a não ser ficarem olhando. Ocorreu conosco ao chegar ao “Piscinão” e, também, em outros PIs.


Imagem 7. Confusão e congestionamento nos PIs.

                Gostaríamos de sugerir que seja reavaliado o PI 14, o menor de todos os trechos, com 3,720 km. Este ponto, de difícil acesso, chegou a prejudicar algumas equipes. Veículos de apoio, especialmente de atletas de fora de Brasília, se perderam por lá, pois existe uma dificuldade natural do trânsito da cidade, o que dificultou chegar ao local estipulado. Talvez seja melhor que este ponto possa ser colocado após a L2 ou no inicio do Eixão.
                Hoje temos a certeza de termos enfrentado todos os desafios com bravura! Aprendemos que é por meio deles que nos fortalecemos. Nós amadurecemos enquanto equipe. Pudemos trocar o “eu” por “nós”, passamos a nos sentir mais corresponsáveis pelos resultados (bons ou ruins), esquecer as desculpas, as lesões e doar 100% de nosso esforço. Esse foi o nosso maior troféu!
                Abaixo plotamos uma tabela com o resumo de nossa participação, com o tempo total de prova (1), o tempo utilizado em cada trecho (2), a quilometragem de cada trecho e o ritmo de cada atleta (4).


Imagem 8. Tabela com os detalhes de nossa participação (Clique para ampliar)

                                                      * Tempo perdido por desencontros no último trecho +/- 15 minutos


                Em nossa concepção, de 1 a 5, a média de nota do evento foi 3. Para aqueles que buscam por maiores detalhes, apresentamos a seguir, uma tabela com os critérios gerais de avaliação da prova. Esperamos que em 2014 muitos dos pontos observados possam ser reavaliados e corrigidos.

                  Evento: 10ª Volta do Lago de Brasília



Avaliação da Corrida (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
QUESITOS
NOTA
OBSERVAÇÃO
1.Inscrição
3
Para melhorar, o site precisaria salvar os dados individuais um a um, pois se o grupo for de oito, enquanto não se digitar os dados dos oitos componentes não se confirma a inscrição. Se houver algum problema com a internet tem-se que começar tudo novamente.
2.Retirada do kit pré-prova
2
Precisa melhorar nos tamanhos das camisetas. Asde tamanho “M” nunca estão disponíveis para os de fora do DF.
3.Acesso
3
Se a pergunta é acesso ao local de largada/chegada está bom, mas se é aos PIs (Pontos de Integração) está precisando melhorar ainda mais a estrutura da prova. No PI 4 havia muitas pessoas atrapalhando e o local ainda era difícil de se estacionar. No PI 14 a  chegada do substituto tem de ser rápida, pois o trecho anterior é pequeno (pouco mais de três Km). Além disso, o PI é muito escondido e de difícil acesso aos carros.
4.Banheiros Químicos
2
Em todos os PI sem exceção deveriam ter banheiros.
5.Largada
2
Precisa melhorar. Não havia nenhum funil de largada e os corredores ficavam misturados com os não corredores.
6.Hidratação
3
Pode melhorar bastante, especialmente pelo valor pago na inscrição. Exemplo: oferecer também carbo-hidratos do meio da prova para o final, pois nestas etapas a maioria das equipes tem corredores muito desgastados pelo cansaço e fadiga. Só água não resolve.
7.Percurso
4
Bom, mas pode melhorar para fechar pelo menos os 100 km. No total foram apenas 99.590 metros.
8.Sinalização
3
Pode melhorar colocando pelo menos uma placa de indicação da distância do próximo PI. Os atletas que estão sem GPS ficam sem noção da distância que falta para a troca. Por isso não sabem se podem ou não fazer um SPRINT. Com esta medida certamente a prova ficaria mais rápida, pois todos dão sempre um pouquinho mais na reta final quando sabem a quantos metros está sua meta.
9.Segurança/Isolamento do Percurso
3
Pontos de integração com pedestres atrapalhando chegada e largada dos atletas, PI 4 e PI 6.
10. Staffs
3
Precisam ser mais rigorosos com o público e veículos que atrapalham os atletas.
11.Participação do público
3
A organização precisa em cada PI colocar um fiscal só para orientar o público a não atrapalhar.
12.Chegada/Dispersão
3
Conforme já avaliado tem muito a melhorar
13.Entrega do kit pós prova
3
O Kit pode ser melhorado com pequenos brindes, melhor hidratação e frutas (gastronomia).
14.Qualidade do kit pós prova
3
A qualidade é boa, mas precisa melhorar a quantidade de itens.
15.Camiseta
2
Não havia o tamanho médio (M) para os visitantes.
16.Medalha
5
Pode melhorar, falta criação, inovação.
17.Divulgação dos Resultados
4
Falta de agilidade na divulgação dos dados. Se todos usamos GPS porque não disponibilizar um mapa?
TOTAL
51
MÉDIA: 3
Obs.: Essa é uma avaliação individual e reflete somente a opinião de nossa equipe.



                 Esperamos que tenham gostado da leitura.

                 Um grande abraço a todos e boas corridas! 





Fontes de Apoio: