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sábado, 16 de novembro de 2013

O Blog cresceu e, está de cara nova!


Olá Companheiros!

A corrida é como a vida. A cada novo passo, uma mudança.

Inicio esta postagem com esta metáfora, em função de que ao longo dos anos, começamos a perceber que as necessidades do blogCompanheiros de Corrida” cresceram. O blog começou suas atividades modestamente, no dia 03 de julho de 2011. Entretanto, o formato anterior, já não consegue atender todas as necessidades. Assim, ele agora se transforma em um site.

Para modernizar, pensamos em um espaço com interface mais dinâmica e amigável, com informações e conteúdos, úteis e mais atualizados. Uma plataforma de serviços ampliada e melhorada.

Analisamos algumas alternativas e chegamos a um novo modelo que nos permitirá continuar expressando da mesma forma que estamos acostumados e, ao mesmo tempo disponibilizando conteúdos adicionais, seja na forma de informações, como em prestação de serviços à toda comunidade de corredores que nos acompanham. 

Este novo espaço, que continuará sendo chamando de “Companheiros de Corrida”, já está no ar! Gostaria de convidá-los a conhecê-lo. Basta clicar no link:

 
 

Procuraremos manter os dois espaços no ar, alimentando-os com novas e diferentes informações.

Esperamos que continuem nos acompanhando, comentando e compartilhando conosco as suas experiências no universo da corrida!

Um forte abraço e boas corridas!

 

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

1ª Mini Maratona Setor Criméia Leste

Parabéns Criméia Leste! 


Data: 06.10.2013
Percursos: 5 e 10 km
Realização: Associação de Moradores do Setor Criméia Leste.
Organização: Ultra Passos Eventos
Inscrição: R$ 30,00 mais 2 kg de alimentos não perecíveis.
 

Para comemorar os 63 anos deste setor de Goiânia, a Associação de Moradores locais realizou, nesta manhã de domingo, dia 06.10.2013, uma corrida de rua com percursos de 5 e 10 km. Acompanhem abaixo, o vídeo com a largada.
 
 

Vídeo do Evento: 1a Mini Maratona Setor Criméia Leste 
 

A largada e chegada foi na Praça Coronel Vicente Chance de Almeida. O evento contou com o apoio da Federação Goiana de Atletismo, Prefeitura Municipal via SMT, SEMEL e AMMA, além da PM e do Corpo de Bombeiros. Políticos locais também apoiaram.
 
 
Imagem 1. Atletas se concentram na Pça Cel. Vicente C. Almeida.
 

Tudo foi realizado com muita simplicidade, por pessoas que valorizam o bairro onde moram e, sobretudo, que gostam de corrida. Por isso, mesmo diante de algumas falhas, não faltou boa vontade, tanto por parte dos organizadores, quanto dos atletas que acreditaram e compareceram. 
 
 
Imagem 2. Seu Francisco, idealizador da corrida.
 

Mesmo com poucos recursos e com pontos de melhoria, a organização conseguiu reunir os principais ingredientes para se realizar uma corrida: um percurso com relativa segurança, obtida com o apoio dos agentes da SMT; postos de hidratação bem distribuídos; uma ambulância dos Bombeiros, para urgências médicas e, principalmente, os atletas.  

A corrida conseguiu atrair corredores competitivos de Goiânia e Brasília. Incentivo não faltou. O principal deles foi a premiação em dinheiro para os cinco primeiros (as) colocados no geral. Os (as) vencedores (as) dos 5 e 10 km, receberam R$ 250,00 cada. Para os demais, a premiação variou de R$ 200,00 a R$ 80,00. Ainda houve premiação por faixa etária. Os primeiros (as) de cada uma das 13 faixas receberiam R$ 80,00 cada. Os demais receberam troféus e medalhas. 
 
 
Imagem 3. Troféus e medalhas, distribuídos aos participantes.
 

Mesmo com o percurso mal demarcado, pois o que era para ser 10 km acabou se tornando apenas 8,5 km, não foi uma prova fácil. O atraso de mais de uma hora para os ajustes finais do percurso e o forte calor, acabaram comprometendo o desempenho dos corredores.  

De qualquer forma, todos foram tolerantes e pacientes e, ao seu modo, conseguiram manter o aquecimento para fazerem uma boa corrida. A largada se deu em duas etapas. Primeiro, os atletas dos 5 km. Alguns minutos depois, os atletas dos 10 km. 

Os atletas que usam aquele setor para treinarem, também compareceram. A festa só não foi maior por que os próprios moradores locais não compareceram à praça do bairro para prestigiar o evento e saudarem os participantes da corrida, que estavam lá para transmitir a seguinte mensagem: 'Parabéns Criméia Leste'!
 
 
Imagem 4. Sr. José Bezerra (Nr. 38), um dos corredores mais tradicionais de Goiânia e,
também, morador do setor Criméia Leste, ao lado de Eduarda Arantes e Paulinho Pereira.

 
Um grande abraço a todos e boas corridas!

Dinner & Run 2013

Data: 21.09.2013
Percursos: 4 e 7 km
Organização: Velox Sports
Valor da inscrição: R$ 120,00 

Apesar da “'paixão” esportiva do brasileiro ser o futebol, o segmento de running atualmente é o que mais cresce no país. Estima-se que esse mercado, composto por mais de 5 milhões de adeptos, movimente cerca de R$ 4,5 bilhões por ano. Esse número é crescente.
Para atender todo esse público, que como qualquer outro tipo de consumidor, está cada vez mais exigente, são realizadas pelo país várias corridas de rua, que chegam a reunir facilmente milhares de participantes. A maioria delas envolvem provas com percursos de 5 a 10 km.
Direcionadas para poucos atletas de alto nível, as corridas, que eram muito simples no passado, evoluíram, assumindo diferentes tamanhos e formatos para atender um público heterogêneo, exigente, porém com diferentes níveis de desempenho.
As corridas temáticas fazem parte dessa evolução. Elas estão dentro de um segmento, do universo running, que também cresce muito nas principais cidades do país. São eventos diferenciados e que costumam atender um padrão de consumidores exigentes, dispostos a pagar mais por isso.
A Dinner & Run, realizada recentemente em Goiânia, faz parte deste segmento temático. O evento teve como principal objetivo oferecer aos participantes uma experiência diferente. Neste caso, conciliando a corrida (atividade física) com um jantar (alimentação saudável).
 
Imagem 1. Atletas Perfilados para a largada.
 
 
Essa foi a proposta desse evento, idealizado pela República da Saúde e organizado pela Velox Sports, que reuniu no dia 21 de setembro de 2013, um sábado a noite, cerca de 400 participantes para correrem 4 ou 7 km pelas ruas de Goiânia.
Vejam no vídeo abaixo como foi a largada da corrida:

 Vídeo 1. Dinner & Run Goiânia 2013

O kit dos atletas foi composto por itens diferenciados, fazendo jus às características do evento, sendo uma camiseta de prova, uma camiseta Finisher, ambas 100% poliamida, caneco de chopp, necessaire, número de peito e chip de cronometragem.
Quem se inscreveu não se arrependeu! Depois da corrida, enquanto os atletas aguardavam pela cerimônia de premiação, inclusive nas faixas etárias, passaram por uma longa seção de degustação de saborosos pratos.
Vejam na tabela abaixo como foram os resultados. 

DIST.
DINNER & RUN – Goiânia, 21.09.2013
7 km
MASC. (100)
TEMPO
FEM. (82)
TEMPO
Lucas K Barros
00:25:02
Elen C Lima
00:30:23
Cleidiney F Bueno
00:27:14
Margarida M Ciqueira
00:32:09
Ricardo J G Oliveira
00:27:59
Antonia B Oliveira
00:34:44
4 km
MASC. (74)
TEMPO
FEM. (116)
TEMPO
Joeilton G Campos
00:14:22
Vani R Santos
00:16:50
Daniel J Santos
00:15:39
Ana C Viggiani
00:18:03
Leonardo S Bandeira
00:16:38
Luciene T Contijo
00:18:47

Um grande abraço a todos e boas corridas!


 Fonte de Apoio:

 

domingo, 22 de setembro de 2013

NÃO FOI ACIDENTE!


Correr parece uma atividade simples. Mas não é! Para muitos, basta usar uma roupa confortável, um par de tênis e sair trotando por aí. Por esse ângulo, pode até parecer simples, mas a corrida, seja em treinos ou durante as competições, precisa ser feita com segurança!

Em se tratando de segurança, uma pesquisa recente entrevistou um grupo de corredores solicitando que eles respondessem a seguinte questão: O que mais os preocupa durante os treinos? Vocês imaginam qual foi o item que mais se destacou?

Os resultados da pesquisa revelou que, o melhor amigo do homem, também pode ser o maior inimigo do Corredor! A grande maioria dos entrevistados, 44%, revelou que o que mais os preocupa são os CÃES SOLTOS nas ruas e no percurso onde os treinos são realizados! Vejam abaixo os resultados detalhados da pesquisa.
 

O QUE MAIS PREOCUPA OS CORREDORES DURANTE OS TREINOS
44 %
Cães soltos
21 %
Grande fluxo de veículos
20 %
Não há nenhum problema
5 %
Presença de indivíduos suspeitos
4 %
O ruído urbano
1 %
As condições atmosféricas
1 %
Ausência de um celular
0,5 %
Correr sozinho

 

De fato, correr não é nada fácil! Se não bastasse a força de vontade, para vencer as barreiras impostas pelo sedentarismo, o peso, as dores, a idade, o ritmo, as condições de saúde, além da falta de tempo, de equipamentos e de um local adequado, eis que a SEGURANÇA, especialmente com cães e veículos no percurso, surge como o grande vilão para o sucesso de uma boa corrida, seja nos treinos diários ou durante as competições!
 
 
 

O resultado da pesquisa poderia até causar surpresa, mas, hoje não o faz. Por mais de uma vez, já fui vitima de um ataque canino enquanto corria. Outros companheiros do meu  grupo de corrida também.

Poucos atletas possuem acesso à áreas seguras de treino, como as pistas de corrida. Como a grande maioria dos brasileiros, treinamos na rua, em praças ou em parques públicos. Ambientes hostis para os dias em que vivemos. Estamos constantemente expostos à diferentes situações de perigo. Perigos iminentes rondam diuturnamente a rotina de treinos de um corredor, a cada rua que passa.

À medida que adentramos ao mundo da corrida, desenvolvemos mecanismos próprios para nos proteger dos veículos ou indivíduos suspeitos na área de treino. Redobrar a atenção e correr, no contra fluxo dos carros é um deles.

Porém, quando corremos por aí, é comum observar algumas pessoas, especialmente idosos ou até mesmo crianças, caminhando com os seus cães de diferentes tamanhos e raças despreocupadamente. É interessante observar que, muitas delas, não teriam condições sequer de segurar os seus cães, caso eles decidissem correr em alguma perseguição.

Para agravar ainda mais o quadro, é cada vez mais comum, ver como algumas pessoas saem a passear com os seus cães de grande porte, como os das raças Rottweilers, Pit Bulls, Filas, entre outros, sem utilizar nenhum equipamento de proteção, especialmente a focinheira, numa clara situação de IRRESPONSABILIDADE!

É comum ouvir destas pessoas, quando abordadas, a seguinte informação: - Ele é tão manso! Nunca mordeu ou atacou ninguém! Até que chega o dia quando, uma criança, um idoso ou até mesmo um corredor, como qualquer um de nós, passa ao lado deles e é atacado.

Foi o que aconteceu recentemente, quando fui testemunha de uma das cenas mais horríveis de um ataque de um cachorro da raça Pitbull sobre um de meus companheiros de corrida! Uma cena de horror inesquecível, para mim e para ele, mais ainda!

O Fato:

... foi uma noite de agosto desse ano. Éramos três companheiros treinando naquele dia. Um deles, estava cerca de 200 metros atrás de nós. Corríamos por um local habitual, considerado seguro, um bairro residencial de ruas largas e amplas. De repente, escutamos muito barulho e gritos de socorro do colega retardatário. Paramos e tentamos entender a situação, quando o vimos no chão, com o pitbull raivoso sobre ele. Foi uma longa luta de braços e pernas dele, tentando, a todo custo, evitar que o cão o mordesse. Nada do que tentávamos, era capaz de aliviar a situação. Nem os donos do “bicho”, que apareceram em seguida, conseguiram tirar o animal de cima dele. Até que, o outro companheiro, corajosamente, teve a ideia de atirar uma pedra sobre o cão, que desistiu do companheiro que já estava no chão e passou a atacá-lo. Por fim, os donos do animal conseguiram dominá-lo. Eles ainda comentaram: - nossa! Esse cachorro é tão bonzinho! Ele nunca atacou ninguém!

A situação:

Estávamos em um ritmo maior, quando  passamos correndo na frente de uma casa. Os donos haviam saído e deixaram o portão aberto. Quando o colega retardatário passou, um pouco mais lento, o cachorro o atacou por trás, derrubando e dominando-o. Por sorte, depois de uns cinco minutos de luta, ele não recebeu nenhuma mordida lesiva, mas levou seis pontos em sua cabeça, que se feriu durante a queda.
 

Muitos podem falar que mês de agosto é mês de azar! É o mês do cachorro louco, etc. Este episódio coincidentemente ocorreu em agosto, mas poderia ter ocorrido em qualquer outra ocasião e em qualquer outro lugar do mundo. Acreditem, NÃO FOI ACIDENTE!

Foi uma contravenção penal, prevista no artigo 31 da Lei de Contravenções Penais que diz (Grifos nossos): 

Art. 31. Deixar em liberdade, confiar à guarda de pessoa inexperiente, ou não guardar com a devida cautela, animal perigoso:

Pena – prisão simples... ou multa...

Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem:

a) na via pública, abandonar animal de tiro, carga ou corrida, ou o confiar à pessoa inexperiente;

b) excita ou irrita animal, expondo a perigo a segurança alheia;

c) conduz animal, na via pública, pondo em perigo a segurança alheia.

       

Portanto, companheiros, aí está! O que mais pode nos preocupar durante as corridas, isto é, os cães soltos ou conduzidos nas vias públicas, pondo em risco a segurança alheia, nada mais é do que um CRIME COMUM, de acordo com a Legislação Brasileira, com uma penalidade de até dois anos de prisão e multa.

Isso significa que, infelizmente, enquanto essa Lei (DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941), que é anterior a atual constituição, não for modificada, casos parecidos como esse não será tratado como CRIME GRAVE contra a pessoa.

Graças a Deus, com exceção de um trauma psicológico severo, que levou o companheiro a abandonar os treinos, nada aconteceu, mas muitos já perderam até a vida em situação semelhante.

Fiquem atentos! Redobrem suas atenções, inclusive com os cães de pequeno porte! Uma mordida no calcanhar pode deixa-lo incapacitado (a) por vários meses, comprometendo todo o seu calendário de corrida.

É nosso desejo que nada lhe aconteça, mas se ocorrer um caso semelhante, o melhor a fazer é procurar socorro rapidamente, identificar o cão e o seu dono, mas, nunca deixe de ir à delegacia e lavrar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

Essa é a única ferramenta que temos hoje para que os donos desses animais os guardem com a devida RESPONSABILIDADE!

Corra, com segurança!

 


Fonte de Apoio:


 

 

 

 

 

 

Que vença o melhor!


Que vença o melhor!
 

Como atividade esportiva, a corrida é mesmo diferenciada. Além dos inúmeros benefícios proporcionados por ela, no campo físico, psíquico ou social, ela ainda nos ensina que, quem corre, nunca é derrotado, independente do numero de pessoas que chegarem a nossa frente. 

Apesar de ser um esporte em que todos são vitoriosos, as competições estão por aí e, o número e a frequência com que elas são realizadas aumentam significativamente em todo o país. Ora, se é uma competição, é necessário haver um vencedor para ocupar o lugar mais alto no pódio.  

Se afirmamos inicialmente que, na corrida, todos somos vencedores, seria possível um maior numero de pessoas ocuparem esse lugar no pódio? A resposta é SIM! Este é o racional que se encontra por trás da premiação por faixa etária, que também funciona como um dos mais importantes gatilhos para incentivar os atletas veteranos a continuarem treinando. 

Entretanto, temos observado na prática, em diferentes segmentos de competições, isto é, desde as provas tradicionais até aos grandes circuitos de corrida, que há uma tendência, cada vez maior, de não se realizar a premiação dos atletas de acordo com suas faixas etárias. Sem dúvida alguma, este é um assunto quente e, esta, uma excelente oportunidade para abordar esta questão.
 
 
 
Imagem 1. Atletas sendo premiados na faixa etária logo após a prova.
 

Competir e cooperar faz parte da natureza humana. O mundo que conhecemos hoje é fruto de sucessivas combinações destes dois fatores, utilizados pelo homem em diferentes momentos para superar e VENCER os desafios impostos pela natureza ou criados por ele próprio e, assim, sobreviver. 

Assim como na vida, em se tratando do esporte, coletivo ou individual, VENCER é importante. Porém, critérios como ÉTICA, INTEGRIDADE, COMPANHEIRISMO, JUSTIÇA, entre outros, também nos ensinam que, saber competir e vencer, é mais importante ainda. Esta é a base sobre a qual o esporte está alicerçado. 

De forma geral, as competições exercem um papel significativo ao ser responsável por fornecer a motivação necessária para que atletas de diferentes idades continuem treinando e mantendo um estilo de vida mais saudável, o que pode servir de inspiração para muitos que ainda não o são. 

Em diferentes modalidades esportivas, especialmente no atletismo, incluída a corrida de rua, durante as competições se avalia, se reconhece e premia aquele (a) ou aqueles (as) atletas, que se destacaram por estarem em melhores condições em um dado momento.  

Como em se tratando de corrida de rua não é viável realizar provas por categorias específicas de atletas, é comum que todos larguem juntos, independente do sexo, idade ou de serem, ou não, portadores de alguma necessidade especial. 

O critério de justiça, inerente à pratica esportiva, deixa de ser atendido quando os atletas participam de uma competição em condições de desigualdade. É o que acontece quando vemos no regulamento de algumas provas que só haverá uma premiação geral. Assim, atletas mais velhos, acima de 40 anos, acabam competindo em situações desiguais com os mais jovens.  

Mesmo nestas condições, não é raro ver o atleta mais “velho” no pódio. Porém, na prática não é o que acontece. Aqui, se caracteriza uma situação de desigualdade. Uma premiação geral normalmente envolve dinheiro e troféus, cujos valores variam de acordo com a colocação do atleta.

Felizmente, os corredores ainda podem competir, mesmo quando envelhecem.  A classificação por faixa etária, além de incentiva-los a continuar treinando, é uma forma de corrigir este desvio ao permitir que os atletas corram com pessoas de sua idade.  

Por isso, é lamentável quando se vê por aí competições sendo realizadas sem atender a esse critério. Normalmente, as premiações por faixa etária, quando contempladas pelo regulamento, são realizadas apenas com troféus. Em poucos casos há premiações em dinheiro. 

Mesmo quando determinada competição adota o critério da faixa etária, ainda é possível observar pontos de melhoria. É o que acontece, por exemplo, com as amplitudes de idade comumente utilizadas.  

O ideal seria que elas adotassem uma amplitude de cinco em cinco anos (5-5 anos). Entretanto, normalmente elas adotam o padrão de dez em dez anos (10-10 anos), o que pode ser considerado um abismo quando o atleta se encontra na casa dos cinquenta anos ou acima e se vê obrigado a competir com atletas mais jovens.  

O fato é que à medida que envelhecemos, perdemos um pouco de nossa capacidade como atleta. Estudos na área de fisiologia sugerem que, se você continuar treinando, mantendo a mesma rodagem (quilômetros percorridos) e a mesma intensidade, essa capacidade será lentamente reduzida. A partir dos cinquenta anos, a fisiologia do corpo se modifica drasticamente. 

Mais lamentável ainda é ver regulamentos de provas utilizando uma amplitude que coloca sob uma mesma faixa etária, todos os atletas acima de 60 anos, o que pode ser considerado um absurdo. Onde está o critério de justiça para com os atletas acima de 70 anos neste caso? Melhor seria que nem houvesse a estratificação. 

É importante lembrar que já temos duas grandes categorias: masculino e feminino. Reconhecemos que atender a esse subcritério, o da idade, é um trabalho a mais para as empresas organizadoras de eventos dessa natureza, pois requer mais de investimento na confecção de troféus, além de mais tempo e cuidados especiais para corrigir falhas.  

Independente do tipo de classificação, subir ao pódio, no calor das emoções é mais do que um reconhecimento. É um ritual. Para que seja viável, é necessário que os atletas e demais envolvidos tenham sempre paciência, pois a cerimônia de premiação é mais demorada. Além disso, ainda é necessária uma boa dose de compreensão, ao ter que lidar com possíveis falhas. 

Para evitar estes transtornos, algumas empresas começam a adotar a prática de realizar somente a premiação geral imediatamente após a prova, deixando a premiação por faixa etária, quando ela estiver prevista no regulamento, para um segundo momento, isto é, alguns dias após a prova. Esta prática aumenta o número de transtornos para os atletas, especialmente aqueles que residem em outras cidades. 

Recentemente tivemos um claro exemplo desta prática, com uma das mais tradicionais provas de 10 milhas do Brasil. O evento que já estava em sua 24ª edição, reuniu gente de todo o país. Atletas que treinaram sério e se dedicaram para aquela prova. Eles foram surpreendidos pela organização ao ser anunciado que não haveria premiação por faixa etária naquele dia e que os troféus seriam enviados posteriormente pelos Correios. Uma expectativa frustrada. 

Os atletas em geral não veem esta prática com bons olhos, pois, se cria um problema a mais. Confira a logística: ele se inscreve em um local, retira o kit da corrida em outro, participa da competição em outro e, ainda tem que aguardar ou se deslocar novamente para, então, receber o “merecido” troféu. É um claro sinal de que realizar uma cerimônia de premiação para os campeões em cada faixa é muitas vezes um contragosto para quem organiza.  

A realidade nos mostra que nos moldes como os eventos são realizados nos dias de hoje, os atletas que se preocupam com este tipo de questão, não é a maioria. Eles podem nem dar lucro para as empresas, além de, normalmente, serem também os que mais brigam por seus direitos, adquiridos com muito suor.  

A grande maioria é formada pelos demais participantes. São os verdadeiros “vencedores” que saíram do sedentarismo e agora angariam os benefícios de uma melhor qualidade de vida. Para eles, tanto faz. São estes que dão lucro e engrossam o funil de largada. Pagam o que é cobrado na inscrição e, não faltando água no percurso e segurança, tudo bem.    

Entretanto, independente de seu perfil como atleta, a verdade é uma só: fazemos parte de uma tribo. Uma tribo de corredores. O reconhecimento do esforço de acordo com a faixa etária continuará funcionando como um gatilho motivacional para que continuemos apoiando, nos inscrevendo e participando continuamente das competições. Com um pouco mais de dedicação e afinco, todos, levando os treinos a sério, poderemos subir no pódio em algum momento. 

Atletas e empresas organizadoras de eventos dependem um do outro. É preciso haver um pouco mais de respeito e entendimento, de ambos os lados. 

Acreditamos que os recursos atualmente disponíveis, especialmente os modernos sistemas de cronometragem e os valores arrecadados na forma de patrocínio e inscrições, são mais do que suficientes para se realizar competições de qualidade e permitir uma convivência harmoniosa entre atletas e a organização destes eventos.

Desejamos a todos boas corridas!