segunda-feira, 11 de março de 2013

Circuito de Corridas CAIXA – Etapa de Goiânia



Circuito de Corridas CAIXA – Etapa de Goiânia

            Neste ano, Goiânia novamente irá inaugurar o Circuito de Corridas CAIXA. A prova, organizada pela HT Sports Marketing será realizada no dia 07 de abril. Em 2013 o circuito comemora 10 anos e como novidade será adicionada mais uma etapa às 11 realizadas em 2012.
            Em 2013 também haverá a categoria de corrida em duplas, exclusiva para o percurso de 5 km e a estreia de uma etapa noturna, em Uberlândia. O circuito continua disposto a pagar um prêmio extra de R$1.500,00 para quem bater o recorde nos 10 km em cada etapa.
            Para quem deseja participar da etapa de Goiânia e ainda não fez a inscrição, não se esqueçam de que serão sorteadas 05 inscrições. Os interessados podem acessar o link e participar http://yesganhei.com/sorteios/39442.


Imagem 1. Pelotão de frente, preparado para largada em uma das etapas em Goiania.

           O perfil altimétrico de Goiânia é muito variado o que, às vezes, torna muito exigente as provas de corrida de rua. Entretanto, correr pela capital do Estado de Goiás, tem suas vantagens, pois além de ter um povo hospitaleiro e oferecer uma excepcional qualidade de vida, a cidade ainda possui belas paisagens, e construções tradicionais. É isto que os atletas encontrarão ao longo da corrida.

Imagem 2. Perfil Altimétrico do Circuito de Corrida CAIXA - Etapa de Goiânia

Imagem 3. Percurso de 5 e 10 km da Etapa de Goiânia.

            Como forma de ajudá-los a melhor se prepararem, especialmente aqueles que ainda não conhecem ou não tiveram a oportunidade de participar de uma prova em Goiânia ou, até mesmo, da etapa de Goiânia do Circuito de Corridas CAIXA, preparamos um vídeo detalhado do percurso de 10 km. Esperamos que possa ajudá-los durante a a preparação para o evento. 


 Vídeo 1. Percurso de 10 km do Circuito de Corridas CAIXA 10 km - Etapa de Goiânia


            Abaixo também postamos algumas imagens com mais detalhes deste mesmo percurso de 10 km: 


A Largada


            A largada tradicionalmente ocorre no Parque Areião, um local apropriado para a prática de corrida em Goiânia e ponto de encontro dos atletas locais. 


Imagem 4. Vista do ponto de largada no Parque Areião


            Logo em seguida, os atletas entrarão à direita, na Av. Coronel Eugênio Jardim, onde enfrentarão uma subida de aproximadamente 400 metros.



Imagem 5. Vista da Avenida Cel. Eugênio Jardim

            Na sequência, eles tomarão novamente à direita na Alameda Ricardo Paranhos, outro belo local e importante ponto de encontro de atletas, dos grupos e assessorias de corrida em Goiânia.
            Nesta parte do percurso, se fará um retorno pela mesma Alameda, por onde os corredores já terão enfrentado aproximadamente 2 km. Neste ponto de retorno, aqueles que farão somente 5 km seguirão por outro caminho.
            É importante observar que o percurso é relativamente plano de onde é possível desenvolver um bom ritmo.


Imagem 6. Vista da Alameda Ricardo Paranhos

Imagem 7. Vista da Alameda Ricardo Paranhos

Imagem 8. Vista da Alameda Ricardo Paranhos

Imagem 9. Fim da Alameda Ricardo Paranhos


            A seguir, ao término da Alameda, os atletas entrarão à direita de onde seguirão em uma parte da Avenida 85. Inicia-se um longo trecho em descida. Nesta parte os atletas entrarão no km 3.


Imagem 10. Trecho da Avenida 85


            À frente, entrarão novamente à direita e descerão pela Avenida 136.


Imagem 11. Entrando na Avenida 136, a partir da Av. 85


            Na rotatória, entrarão à esquerda e enfrentarão uma forte descida na rua 146. Nesta etapa, passa-se pelo km 4. Ao todo, serão aproximadamente 2 km de descida. Não se esqueçam: tudo que desce, sobe, ou vice-versa! Portanto, guardem energia, pois a prova é repleta de desafios.


Imagem 12. Longa descida pela Rua 146


            O percurso segue fazendo pequenas incursões nas ruas 143 e 148 e também na Avenida 87. Seguirão pela Rua 132 até alcançar novamente a Avenida 136, onde enfrentarão uma longa subida. Nesta parte, os atletas estarão com aproximadamente 5 km de prova.


Imagem 13. Retornando para Av. 136 pela Rua 132. Longo trecho em subida.

Imagem 14. Outra imagem da Rua 132.

Imagem 15. Av. 136, ainda um pouco de subida até alcançar a Av. Dep. Jamel Cecílio.


            Da Avenida 136, os atletas seguirão até a Avenida Deputado Jamel Cecílio, onde enfrentarão subida e descida, respectivamente.


Imagem 16. Av. Dep. Jamel Cecílio, trecho pequeno em descida.


            A partir da Av. Dep. Jamel Cecílio, eles entrarão à direita, na Rua 115, onde enfrentarão uma leve subida, até chegar novamente ao Parque Areião. Nesta parte, já estarão com 7 km de prova concluída.


Imagem 17. Rua 115, techo em subida.

 
            Chegando ao Parque Areião, contornarão pela Avenida 90, onde se iniciará o maior desafio: uma forte subida que incluirá as avenidas 90, 1ª Radial e Circular.


Imagem 18. Avenida 1a Radial

Imagem 19. Avenida 90

            Neste trecho, os corredores passarão pelas avenidas 1ª Radial e Avenida Circular.


Imagem 20. Avenida Circular


            Ao entrarem na Avenida T-63, encontrarão um percurso mais plano e poderão se recuperar da subida e assumirem um ritmo de “estamos quase lá!”.


Imagem 21. Av. T-63 (percurso mais plano)


            A partir da Avenida T-63, descerão a Alameda Couto Magalhães, de onde já terão cumprido 9 km até a Avenida 5ª Radial, a partir da qual seguirão novamente até a Avenida Coronel Eugênio Jardim.


Imagem 22. Alameda Couto Magalhães (trecho em descida)




Imagem 23. Retorno para a Av. Cel. Eugênio Jardim no Parque Areião


            Logo em seguida, entrarão à direita, na Avenida Americano do Brasil, mesmo ponto de partida da prova. 


Imagem 24. Ponto final da prova (Parque Areião) na Av. Americano no Brasil, onde tudo começou.


           
            Vejam abaixo os valores que estarão sendo cobrados.
            As inscrições podem ser feitas no link: www.circuitocaixa.com.br

            Esperamos que as dicas sejam úteis e que façam uma boa prova!

                       
CATEGORIAS
VALOR (R$)*
Geral - 5Km
50,00
Geral - 10Km
50,00
Acima de 60 anos - 5Km
25,00
Acima de 60 anos - 10Km
25,00
Correntistas Caixa - 5Km
25,00
Correntistas Caixa - 10Km
25,00
Funcionários Caixa - 5Km
25,00
Funcionários Caixa - 10Km
25,00
Corrida em dupla geral - 5km por participante
100,00
Corrida em dupla acima de 60 - 5km por participante
50,00
Corrida em dupla Correntistas Caixa Econômica Federal - 5km por participante
50,00
Corrida em dupla Funcionários Caixa Econômica Federal - 5km por participante
50,00
*Obs.: Valores até o dia 17.03.2013.    


Fonte de Apoio:




sábado, 9 de março de 2013

A Reinvenção do Preconceito


Uma corrida que mudou uma vida e, também, a de milhares de mulheres no esporte!



Abstract: What is the relationship between the story of an athlete from the small American city of Syracuse with the cancellation of the Gaza Marathon, or with the Olympic Games being played by men and women separately and conducting races and competitions with separate starts for sex? An invitation to reflection.

                Qual a relação existente entre a história de uma atleta da pequena cidade norte-americana de Syracuse com: (1) o cancelamento da Maratona da Faixa de Gaza, (2) os Jogos Olímpicos sendo disputados separadamente por homens e mulheres e, (3) as largadas realizadas em horários diferentes para atletas da elite feminina e masculina em corridas de rua? Um convite à reflexão, ainda em clima do “Dia Internacional da Mulher”.
                Talvez, a imagem mais emblemática na luta pela igualdade de direitos com os homens, em se tratando de corrida, seja a memorável fotografia da atleta Kathrine Switzer. Ela desafiou as regras e tornou-se a primeira mulher a correr uma maratona, até então, exclusivamente para homens.
 

Imagem 1. Kathrine Switzer durante a Maratona de Boston, em 1967.


                O fato ocorreu em 1967 durante a Maratona de Boston. Até então, a prova foi por 70 anos, realizada exclusivamente por atletas do sexo masculino. Em sua longa história, a Maratona de Boston é considerada como a mais famosa e tradicional corrida de longa distância do mundo. Ao longo do tempo, a prova foi palco de eventos marcantes. Um deles foi o registro da primeira participação oficial conhecida de uma mulher.
                Kathrine revelou que se inscreveu como um atleta do sexo masculino, utilizando apenas as suas iniciais, KV Switzer. Ela recebeu o número oficial 261. A atleta entrou para a história quando, um dos diretores da corrida, no meio da prova, saltou por detrás dela para retirar-lhe o número de peito e impedi-la de continuar. Veja o vídeo ao final da matéria.

– Me dê esses números e desapareça de minha corrida! Foi o que, segundo ela, ele disse. 


Imagem 2. Tentativa de um dos Diretores da Maratona de Boston para retirar Kathrine Switzer da prova.

                Seu namorado e outros corredores, que participavam do evento, assim que viram a cena, impediram a ação do diretor, empurrando-o para o lado. Em seguida, eles a "escoltaram" por algum tempo.
                Após o episódio, durante a corrida, tudo mais ficou em silêncio, até a linha de chegada.  A partir daquele momento, nascia outro grande desafio na vida de Kathrine – Agora, ela teria que terminar a corrida de qualquer jeito, uma vez que, se falhasse ninguém mais acreditaria que uma mulher poderia  fazê-lo. Nascia uma missão. Kathrine finalizou a prova com a marca de 4h20minutos. 


Imagem 3. 261 - Número de peito utilizado por Kathrine Switzer


                Entretanto, cinco anos depois desse episódio, em 1972 foi que as mulheres receberam a permissão para participar oficialmente de uma maratona. Switzer tornou-se uma ativista pelos direitos das mulheres corredoras e sua participação foi fundamental para a inclusão das mulheres na maratona olímpica.
                Ao longo de sua carreira, Switzer ainda ganhou a Maratona de Nova York em 1974 com o tempo de 3h07min (59º colocada no geral). Entretanto, seu recorde pessoal na distancia é de 2h51min, alcançado também na Maratona de Boston no ano de 1975.
                Esse episódio, sem dúvida alguma, é um dos momentos inesquecíveis da história das maratonas. De lá para cá, muitas coisas mudaram, especialmente quando se trata do ocidente. As mulheres, em muitos segmentos da sociedade, alcançaram direitos de igualdade aos homens e, em muitos deles, elas conseguem superá-los.
                No pequeno mundo da corrida, com a luta pela igualdade de direitos, o movimento da mulher também progrediu bastante. Atualmente, elas dão um colorido todo especial às provas realizadas por aí. Progrediu tanto, que há competições sendo realizadas exclusivamente para elas, o que não deixa de ser também uma segregação.
                Entretanto, quando se trata do desempenho em atividades físicas que exijam força e resistência, a história entre homens e mulheres ainda segue por caminhos diferentes, especialmente quando se trata de atletas de elite. É que nesse quesito, os homens conseguem se sair melhor do que as mulheres. Aqui considero os atletas de elite porque quando se trata dos amadores ou da população em geral, o desempenho tende a ser parecido.
                É fácil ver atletas amadores sentindo-se realizados quando chegam juntos ou bem próximos das atletas de elite da categoria feminina de alto desempenho. O que está sendo destacado nesse momento pode parecer absurdo para muitos, mas é isso o que os números mostram. Obviamente, há nessa questão um importante componente físico e genético, específico de cada sexo, o que diferencia as duas categorias.
                Senão, o que justificaria, em muitas provas de corrida de rua realizadas por aí, haver largadas separadas por 15 minutos ou até de meia hora para as duas categorias? Sempre com as mulheres largando na frente? Talvez, seja mais fácil de entender, os motivos que levam os atletas “Portadores de Necessidades Especiais” PNE a largarem na frente dos demais corredores.
                Todavia, quando se trata de homem e mulher, não haveria aí também uma questão de segregação? Qual outra razão haveria para largadas em horários distintos? No modo prático de ver as coisas, o que de fato ocorre é que acaba sendo dois eventos diferentes, com a diferença de que são realizados no mesmo dia. É isso o que ocorre.
                É diferente da largada por ondas de ritmo, onde os atletas participantes de uma mesma prova largam em baias separadas por ritmo previsto de desempenho na corrida. Aqui o principal objetivo está em facilitar o fluxo da largada, de forma que os atletas mais lentos não dificultem a ultrapassagem dos atletas mais rápidos.
                Trata-se de uma questão de administração e de ordenamento do fluxo da competição. Portanto, um único evento. É que neste caso, a buzina ou o “tiro de largada”, é dado uma única vez. Isso é diferente do que foi apresentado no parágrafo anterior, onde se falava de duas largadas.
                Durante as Olimpíadas, homens e mulheres participam dos mesmos eventos separadamente e em dias alternados. Voltando ao mundo da corrida, por exemplo, há uma maratona feminina e outra masculina. As atividades seguem nessa ordem para que haja certa calibragem no desempenho dos atletas. Por isso, há ainda outro evento, chamado de Paralimpíada. O que se pretende é que haja igualdade de condições durante a competição.
 

Imagem 4. Maratona Olímpica Feminina (Londres - 2012)

                Seguindo esse raciocínio, percebe-se que no mundo das atividades esportivas, especialmente durante a corrida de rua, homens e mulheres são tratados, na grande maioria das vezes, de forma muito distintas. O fato é que isso não incomoda. Todos estão satisfeitos com o estado das coisas.
                A partir desse raciocínio, se abre uma porta para ampliar ainda mais a discussão sobre essa questão da igualdade de direitos, iniciada e ilustrada com a bela e inspiradora história da atleta norte-americana Kathrine Switzer.
                Recentemente foi anunciado pela imprensa mundial sobre o cancelamento da terceira edição da Maratona da Faixa de Gaza, sob a alegação de que as autoridades de Gaza proibiram a participação de mulheres na prova, o que soa como absurdo diante dos avanços que o movimento feminista alcançou nos últimos anos neste lado do planeta.
                Esse é um evento organizado pela UNRW, órgão da ONU que trabalha com refugiados, como forma de angariar fundos. Nas duas primeiras edições, atletas de elite e amadores de todo o mundo participaram da competição, que percorreu 42 km da Faixa de Gaza, região conhecida pelos conflitos armados entre palestinos e israelitas. Na ocasião, atletas estrangeiras competiram com calças compridas, assim como as palestinas, que correram com calças e a cabeça coberta, em respeito aos costumes locais.


Imagem 5. Maratona da Faixa de Gaza

                No ano passado, a prova recebeu mais de duas mil crianças e 500 adultos, entre eles, atletas olímpicos palestinos. Segundo a UNRW, neste ano a prova contava com 807 inscritos, sendo 385 mulheres, das quais, 266 eram palestinas.
                Segundo o Hamas, partido conservador do movimento islâmico, que controla a região, a corrida não seria proibida, desde que as corredoras não participassem em meio aos homens, pois isso feriria os costumes locais.
                Não é objetivo da discussão entrar no mérito religioso ou dos costumes locais, pois pouco se sabe a respeito. O fato é que a maratona acabou mesmo foi sendo cancelada. O que se percebe é que, na verdade, eles simplesmente não gostariam que os homens corressem misturados às mulheres.
                A verdade de toda a história é que a atleta norte americana Kathrine Switzer deu um grande passo em prol do movimento feminista para a conquista da isonomia de direitos na prática do esporte. Entretanto, ainda há muito espaço para ser conquistado, por aqui e, também, no lado de lá, isto é nas duas partes do planeta.
                Não deixem de conferir algumas imagens inéditas da Maratona de Boston em 1967, bem como o relato na voz da própria Kathrine Switzer, sobre esse episódio que a tornou célebre:


 Vídeo 1. Relato pessoal de Katrhrine Switzer sobre o famoso episósio durante a Maratona de Boston em 1967.


Um grande abraço a todos e boas corridas!